domingo, 19 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Poetrix
Alguns dias atrás, em uma conversa de ponto de ônibus, Ravena Monte
apresentou-me ao movimento Poetrix. O termo trata de uma construção
poética que lembra o oriental Hai-kai, no entanto é mais flexível em
relação a estrutura. Prefiro não estender minhas palavras em conceitos
e, portanto, deixe ao fim desta postagem um link para a "Bula Poetrix",
espécie de manual de instruções para sua produção. Sem mais delongas,
vamos ao texto:
Dos
USA ao USB
Wireless
aproximam pares.
Paredes
vão além de lares.
As
vidas seguem (por um fio).
(Jonas
Jandson)
http://www.movimentopoetrix.com/visualizar.php?idt=1402047
terça-feira, 16 de abril de 2013
Era uma vez um poeta
Era uma vez um poeta,
Daqueles que zombava
Se uma palavra discreta
Fosse desfecho pru’m verso.
De fato a sua meta
Era combater a treva
Com poesia concreta
E um glossário imenso,
Além de tudo imerso
Num mar de ouro e prata
Imanente ao que usava
Em fulgurantes figuras
De linguagem e pensamento.
O seu poema era isento
De qualquer termo popular.
Embora fosse homem pobre
Sempre esbanjava riqueza.
Toda vez que sentava à mesa
Para escrever outra trova,
Rimava palavra nova
Como moeda de cobre.
Por ironia ou por justiça
Sua poesia era cética.
Apesar de toda métrica
E sua destreza maciça,
Nunca se ouvira notícia
Que um dia o tal versista
Fizesse alguém suspirar.
Em seu poema egoísta,
A soberba doía à vista
Só não encontrava era um lar.
Em que pese à frase tão certa
De toda história infantil:
Numa noite triste de Abril,
Pregou-lhe uma peça o destino.
Embora renascesse um
menino...
Era uma vez um poeta.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Manifesto solitário pró-abolicionismo do regime semi-escravocata clássico-contemporâneo
Não sei
se foi tu,
Ó, meu
caro Raul,
Ou se foi
o teu eu-lírico,
Sob o
efeito do etílico,
Que
questionou as leis,
Fez da
loucura um banquete
De causas
inadiáveis,
Anunciou
os trens e as naves
Pois ser
normal é o cacete!
Quem
fala, a mim, não compete,
Desde que
não seja marionete.
Repudio
de vez em manchete
A
roupagem que me veste.
Poder ser
um cowboy do oeste
Até um
“cabra da peste”,
Na
quentura do nordeste,
Quiçá no
frio do Evereste
O fato é
este...
Pior que não
calçar 36
É ter que
usar 36-37.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Testemunho de um surfista após uma experiência de quase morte
Não é todo dia
Que se vive uma aventura.
A pressão parecia subir,
Podia sentir na boca o gosto de sal.
Olhos vidrados que pareciam temer
O que estava prestes a se consumar.
Caldo, desmaio.
Os cabelos ainda molhados
Eram sacudidos pelo vento.
Mas não era a brisa do mar,
Nem sequer estava na praia.
Acordei na cama de um hospital.
Desligaram o ventilador.
E desde essa data
Nunca mais tomei sopa quente
Minutos antes do banho.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
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