quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A primeira vez (em aliteração)



O som suave de um sussurro
Silencia soluços incessantes.
Seduzida, sentiu em si a seiva suja de um seco.
Simples sensação sem sentido...
Saciada a sede de sexo,
Sobra sêmen, suor e sangue.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Álgebra da língua



A matemática prova
Que menos com menos é mais.
Sendo assim, então...
“Não me diga não”
É a espera de um “sim”
Que já não quer mais
Saber de menos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

sábado, 8 de setembro de 2012

Por que me procura se...


Você me acha louco?
Convenhamos, louco é você,
Pois só a mim acha.

Raciocínio Lógico: para bom entendedor, uma oposição basta


  Em uma conversa de dois:
- Não pode ser sim e nada é sempre alguma coisa. Entendeu?
- Não! Me explica de novo?
- Deixa pra lá, não é nada.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Na estrada


A cada curva fechada,
Dessa pista estreita,
A adrenalina sobe,
Minh’alma se deleita.
Cidadão Instigado toca “doido”,
Trilha sonora perfeita.

A luz do sol escaldante,
Castiga minha retina,
Mas mesmo assim vejo ao longe
Um velho coronel de batina,
Empalhado, vigiando o Juazeiro,
Cumprindo com a sua sina.

À esquerda paredes rochosas.
Adiante um brejo seco,
Onde um homem solitário,
Sob aquela “lua”, pisa no esterco .
Reflito melhor a cena,
Por um momento me perco.

Nem sempre estar sozinho,
Pode significar solidão.
Ele não tinha companhia,
Mas tinha uma direção.
Enquanto a direção de um carro.
Me guiava de volta à prisão.

 Começo a entender de liberdade,
Ao mudar o sentido da visão.
Com tanta opção na cidade,
Os urubus preferem o lixão.
Talvez nem tudo que falam na TV,
Seja, enfim, a única verdade.
Vai ver o “luxo” não é tudo.
No “lixo” também há felicidade.

O vento sacode os meus cabelos,
Me imagino aquela ave de rapina.
Voo, apesar do cinto que me prende.
Por um momento esqueço a rotina.
Mas sempre tem um cara chato,
Pedindo passagem, soando a buzina.
Enquanto Belchior me mostra que...
Sou só mais um rapaz da América latina.

Logo vem a multidão das ruas,
E seu típico trânsito irritante,
Um homem que anda apressado,
E esbarra numa gestante.
Indícios da cidade que me espera,
Dentro de poucos instantes.

Finalmente, estou de volta.
Minha mãe diz: “Graças a Deus “.
Me esperando já na porta,
Estão os que posso chamar de meus.
Respondo com um, mecânico, “amém”.
Mas no peito a vontade que brota,
É voltar à estrada...
Ir mais além,
Mudar a rota.